Resenha | Um dia, de David Nicholls

Um dia
Autor: David Nicholls
Tradução: Claudio Carina
Editora: Intrínseca
Páginas: 416
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O livro Um dia já foi citado aqui no Valeu, Gutenberg! algumas vezes, mas como eu o li bem antes de iniciar o blog, acabei não postando uma resenha sobre ele. Pois bem, hoje é dia de acabar com essa injustiça. O terceiro romance de David Nicholls é um dos meus livros preferidos e neste texto eu conto o porquê.

Um dia acompanha os personagens Emma Morley e Dexter Mayhew entre 1988 e 2007, sempre descrevendo a situação deles no dia 15 de julho (data em que se conheceram) de cada ano.

Emma e Dexter (ou Em e Dex) se sentem extremamente conectados, embora sejam totalmente diferentes. Ela é insegura, tem aspirações literárias e vem da classe média; ele é um bonitão descolado e cheio da grana. Um dia poderia ser apenas mais uma obra água-com-açúcar disposta a provar que os opostos se atraem e que o amor tudo vence, mas não é o caso.

Os protagonistas passam a maior parte do livro separados um do outro, cada um tentando construir sua própria vida. Em e Dex moram em lugares diferentes, entram e saem de vários relacionamentos e seguem trajetórias totalmente opostas: enquanto Emma se conforma com uma vida medíocre e aquém de suas possibilidades, Dexter se torna uma figura pública e passa a viver como se estivesse numa festa interminável.

O leitor sabe que eles se completam e que poderiam formar um ótimo casal, mas Dex e Em parecem não perceber.

Em Um dia, David Nicholls acertou em cheio na construção de seus personagens principais: Emma e Dexter são incríveis. Eles mudam bastante durante os 20 anos que são narrados no livro mas, nesse período, o leitor se torna íntimo deles. Em e Dex cometem mais erros do que acertos (o que deixa a gente bem irritado), mas são tão engraçados e espirituosos que é difícil não gostar deles.

O livro como um todo, aliás, é muito engraçado, embora tenha momentos tristíssimos e sérios. No entanto, Nicholls narra essas passagens com naturalidade e sem apelar para o melodrama. O autor mexe com as emoções do leitor o tempo todo e faz isso muito bem.

Ao terminar de ler Um dia lamentei ter que me despedir de Emma e Dexter. Tanto que, mesmo com uma lista de leitura enorme pela frente, estou planejando ler o livro mais uma vez só pra poder reencontrá-los.

Agora, eu preciso falar sobre a adaptação cinematográfica de Um dia, que foi lançada em 2011. Anne Hathaway e Jim Sturgess foram boas escolhas para os papeis principais, mas, embora o filme tenha sido roteirizado pelo próprio David Nicholls, o longa fica muito, mas muito abaixo do livro.

Muitas passagens foram cortadas e Um dia teria sido melhor adaptado se tivesse sido transformado numa série. É um clichê, eu sei, mas é a pura verdade, infelizmente.

Se você gostou do filme, leia o romance de Nicholls e conheça melhor Dex e Em. E se você não gostou, não desanime e dê uma chance ao livro. Você não vai se arrepender.

AVALIAÇÃO

5-estrelas-2

Fotos: Lucas Furlan

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6 comentários em “Resenha | Um dia, de David Nicholls

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